A Little Case of the Fuck You`s

[PT – BR WARNING! This text is in Brazilian Portuguese, please, if you are interested try translating.]

/////Por que não tem melhor local e hora para ser vítima de assalto do que no ponto de ônibus, tentando retornar para casa depois de um turno de 9 horas.////

Ontem a noite, enquanto saia do trabalho e esperava o último ônibus da noite naquela linha, eu fui assaltado. O ocorrido se deu na Chácara Santo Antônio, Rua Américo Brasiliense, por volta do número 1900.

Um Homem branco, de aproximadamente 30 anos (mais ou menos uns 4 de variação populacional do ibope de margem de erro), usando um boné e vestindo um casaco com capuz por cima me abordou portando uma pistola preta/cinza escura, relativamente curta (uns +-20 cm de comprimento eu suponho) e de cano quadrado, adequadamente posicionada a um par de polegadas na minha respectiva fuça para maximizar a aplicação do terror situacional.

Estávamos eu e o recepcionista do hotel da frente do meu no ponto de ônibus, ambos olhando para a esquerda esperando que o ônibus virasse a esquina, foram abordados, de forma relativamente silenciosa, pela direita. O indivíduo em questão mantinha a pistola escondida dentro do casaco, mas extremamente visível pela vítima, mirada no corpo a princípio. Não testemunhei o crime da minha vítima companheira, mas ele viu o meu.

Eu estava sentado numa porta fechada de loja, com uma mochila entre as pernas, vestindo calça de moletom, regata e casaco de moletom com capuz. Quando vi ele se aproximando ele já estava a um metro de mim e tudo que me passava pela cabeça era: “Não. É piada.”

Ele chegou falando incisivamente “entrega o celular.” Estava calmo e usava o português correto. Estava inclinado para frente e para baixo, provavelmente por me encontrar sentado, e não parou de se aproximar. A princípio eu não tive reação. Como disse, não acreditei. Ele agarrou o celular, com a arma ainda mais próxima dele que de mim, mas ainda muito próxima do meu rosto. Eu estava segurando o celular com força e ele também, ele disse algumas coisas, que não me recordo com nenhuma exatidão, e eu respondi que tinha acabado de sair do trabalho, se ele estava falando sério… Não recomendo essa posição, mas não é o tipo de coisa que se planeja, se reage.

Depois do que parece ter sido um minuto de troca de palavras, nenhuma gritada, ele aproximou mais a arma dos meus olhos e disse “Larga se não eu vou enfiar um tiro na sua cara.” e eu retomei a razão… Era sério; Ele não se importa que você acabou de sair do trabalho. Não importa se você ta vestido de forma esfarrapada e parece um fudido. Não é “Perdeu Playboy” é “Perdeu, azarado, passei por aqui agora onde você estava, eu tenho uma arma você um celular”.

No meu ato de largar o celular ele agarrou a mochila com a mão da arma e saiu correndo de volta para a direita; O rapaz no ponto começou a gritar “POLICIA” e “SOCORRO”, nada, eu, sem noção corri atrás do ladrão gritando repetidamente “Não leva os documentos, por favor, meus documentos não!”.

Nada adiantou de nada. Ele virou a direita na esquina e, quando chegamos na esquina momentos depois um carro atravessou na outra direção da qual ele havia corrido. Não identifiquei o motorista, mas instinto me diz que ele estava naquele carro.

Quem ler o texto vai perceber provavelmente que a única coisa que eu tenho plena certeza de toda a descrição é a arma. Eu nunca tirei os olhos dela, ele cresceu na minha mente, a única coisa que importava, foi quando ela cresceu o bastante para me convencer que era sério e a arma de verdade que eu entreguei… quando ela sumiu, devido ao infrator estar correndo eu tornei a reclamar e responder… e a minha percepção da descrição do mesmo? Eu não vi muito… a arma novamente. Roubou a minha atenção. Eu só sei que ele não estava descalço pelo som das passadas enquanto corria para longe…

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Para quem me perguntou se estou bem… Estou inteiro. E a cada minuto que passa penso em mais alguma coisa que estava naquela mochila. Das chaves de casa e um holerite com meu endereço, ao guarda chuva do MoMA do Stary Night de Van Gogh; da minha Necessaire com tudo que eu uso para ficar pronto pro trabalho na recepção a uma prancheta de viagem com dezenas de textos pessoais, fichas de personagem e ideias que eu a pouco tempo havia resgatado e colocado em uso; A minha carteira com uma dezena de cartões e documentos, de seguro saúde, cartões de banco, carteira de motorista e cartão de visita de um cara que tinha me oferecido um emprego.

Minhas duas vinganças?

– Meu celular eu pude inutilizar mesmo com reinicio de fabrica via um número que informei a policia que o repassa ao fabricante/operadora…

– Ter meras 4 moedas de 1 real na mochila inteira e menos de uma passagem no bilhete único.

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About Huginn
I'm on my twenties, I live in Brazil and enjoy playing video games, board games and Role Playing Games. I'm what some consider a nerd, or a geek, but at the same time not your traditional preconception of a geek. No glasses, play sports, but I like science and geography, I like to read and love to travel and to make up stories about places and and times. I am no genius, but there are definitely a load of stupidity going around.

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